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Porquê esta exposição?
Durante os últimos 30 anos, a população de espécies terrestres diminuiu em cerca
de 12%, espécies marinhas em cerca de 35% e de água doce em cerca de 50%. Este
declínio deve-se principalmente à expansão demográfica (a população humana mais
que duplicou no mesmo período), mas também á sobre exploração dos recursos
naturais. Somos também responsáveis pela extinção de espécies, cuja existência
ignorávamos. Dezenas de milhões de espécies estão ainda por descobrir; desde o
Sec. XVII, identificámos apenas 1,8 milhões. È de questionar se ainda teremos
tempo para as descobrir todas, já que os seus habitats estão rapidamente a ser
destruídos. Oito quilómetros quadrados de floresta tropical, albergam cerca de
1500 espécies de plantas, 750 espécies de árvores, 150 espécies de borboletas,
125 espécies de mamíferos, 400 espécies de aves, 100 espécies de répteis e 60
espécies de anfibíos. Uma vez extintas estas espécies, nunca mais reaparecerão e
os compostos que podem ser usados em medicina, alimentação ou tecnologia serão
perdidos para sempre. Através da fotografia temos a possibilidade de mostrar a
todos, estes habitats e espécies ameaçadas. Infelizmente poderá ser mesmo a
única maneira de as conhecermos se não fizermos nada rapidamente. Poderemos
fazer algo através de tarefas simples, tais como reciclagem e poupança
energética.Tomar conhecimento da realidade e passar a palavra é pois, o primeiro
passo para a conservação.Agora e mais do que nunca é o tempo certo para tomarmos
medidas e fazermos algo em concreto para a protecção e conservação da Natureza e
meio ambiente. Agora, antes que seja tarde demais!
A exposição
Localizada em pleno centro de
Leiria, junto ao Jardim Luís de Camões, na Praça Paulo VI e local de passagem de
milhares de pessoas todos os dias, esta exposição de exterior, fica ao mesmo
nível de exposições similares que se fazem nos grandes centros urbanos de
capitais de toda a Europa. Iluminada durante a noite, ganha outro interesse e
dignifica o espaço onde se encontra.
À semelhança do que foi feito o
ano passado com a exposição “Sobreviventes” do fotógrafo Filipe Silva, este ano
quisemos aumentar a qualidade, convidando fotógrafos bem conhecidos
internacionalmente e que representassem um pouco de todo o mundo, vincando mais
uma vez a internacionalização daquele que é um dos principais eventos a decorrer
durante o 1º Festival Internacional de Fotografia de Natureza. Fotografias de
grande formato (1,5mx1,0m) chamam a atenção a várias dezenas de metros de
distância. Não só pelas cores mas também pelo tema, que contrasta com o meio
onde se exibem. Imagens do Urso Polar, que possui um habitat cada vez mais em
perigo devido ao aquecimento global, da coruja cinzenta, também em risco por
perda de habitat causado pela intensa procura de madeira e desflorestação, ou do
Lince Ibérico, o mamífero mais ameaçado do mundo, ou mesmo da Águia-pesqueira,
que já desapareceu do território nacional, são imagens fortes e cheias de beleza
e que acima de tudo mostram o que estamos à beira de perder. Junte-se a nós e
venha descobrir as maravilhas naturais do planeta, retratadas pelos mais
importantes fotógrafos da natureza.
| Exposição impressa com
tecnologia:

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Fotógrafos
participantes:
Steve Bloom (UK)
Peter Cairns (Scotland)
Nial Benvie (Scotland)
Cherry Alexander (Scotland)
Jan Vermeer (Netherlands)
Filipe Silva (Portugal)
Linda Pitkin (UK)
José B. Ruiz (Spain)
Ingo Arndt (Germany)
Juan Carlos Muñoz (Spain)
Frank Krahmer (Germany)
Paul Nicklen (Canada)
Luiz Marigo (Brazil)
António Sabater (Spain)
Geoff Simpson (UK)
Manuel Presti (Italy)
Staffan Widstrand (Sweden)
Mark Carwardine (UK) |
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all content © Geoff
Simpson Photography
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